Guimarães é uma cidade pequena. Dois dias chegam, mesmo que cheguem com vontade de ver tudo. Se a viagem for a primeira, o roteiro abaixo é o que normalmente sugerimos a quem fica connosco. Não é a versão postal-perfeito do guia turístico; é o que funciona quando se está mesmo a passear pela cidade.
Dia 1 – O centro histórico, a pé
Manhã: Toural – Largo da Oliveira
Comece pelo Largo do Toural. É a praça grande do centro, com cafés à volta, e é a partir daqui que praticamente todas as ruas medievais arrancam. Suba pela Rua de Santa Maria, a rua mais fotografada de Guimarães, com casas dos séculos XV e XVI, até ao Largo da Oliveira. No largo está o Padrão do Salado, monumento gótico do século XIV, e a Igreja de Nossa Senhora da Oliveira. Reserve 30 minutos para o Museu Alberto Sampaio, mesmo ao lado: tem o tríptico em prata trazido da Batalha de Aljubarrota, e o tempo passa depressa.
Almoço: tasca real, não restaurante para turistas
Para almoço, evite os restaurantes com fotografias dos pratos à porta. Suba à Rua de Donães ou ao Largo do Carmo. Um almoço bem comido em Guimarães custa 12 a 18€ por pessoa, com vinho da casa incluído.
Tarde: Paço dos Duques e Castelo
Depois de almoço, suba ao Paço dos Duques de Bragança. O bilhete combinado com o Castelo custa cerca de 8€ e vale a pena. O Paço foi mandado construir no início do século XV pelo primeiro Duque de Bragança e estará na sua memória mais pelos tapetes da Pastrana e pelos tectos em forma de quilha invertida do que pelos textos das paredes.
O Castelo fica logo a seguir, no monte. É pequeno mas tem a torre de menagem e a vista para a cidade. Foi aqui, segundo a tradição, que nasceu D. Afonso Henriques, daí a inscrição “Aqui Nasceu Portugal” na Rua de Santa Maria que verá no caminho de volta.
Fim de tarde: aperitivo e jantar
Hora de descer outra vez ao centro. Aperitivo na esplanada de uma das praças com vista, o Largo da Oliveira ou a Praça de São Tiago – copo de vinho verde nas mãos. Jantar no centro histórico, idealmente reservado de véspera (Guimarães enche-se aos fins de semana).
Dia 2 – Subir à Penha e respirar
Manhã: subir à montanha
A Penha é a montanha que se vê de toda a cidade. Há três formas de lá chegar, teleférico, carro, ou a pé. Para um primeiro contacto, recomendamos o teleférico: parte do Parque das Hortas, a cerca de 600 metros do Toural, faz a subida em 10 minutos e oferece vistas panorâmicas pela frente. Bilhete de ida e volta custa cerca de 6€.
No topo, a 617 metros de altitude, encontra o Santuário da Penha (anos 30, em granito, estilo *Art Déco*), miradouros, trilhos curtos, áreas de piquenique e o Café-Restaurante da Penha para almoço informal com vista. Reserve a manhã inteira.
Almoço: na montanha ou de volta ao centro
Se gosta de ar livre, almoço de tasca na Penha funciona, refeições simples, vinho da casa, vista sobre o vale do Ave. Se preferir conforto e variedade, desça de teleférico e almoce no centro num restaurante mais sossegado, agora que os turistas de um dia já foram embora.
Tarde: o que sobrar
Com dois dias, alguma coisa fica de fora. Três sugestões consoante o tempo restante:
- Citânia de Briteiros – povoado castrejo a 15 minutos de carro. Para quem gosta de história pré-romana, é um dos sítios arqueológicos mais importantes do Norte de Portugal.
- Visita a uma quinta de vinho verde – várias quintas no concelho recebem visitas com prova, mediante marcação. Casa de Sezim, Quinta dos Encados e Quinta de São Gião são três opções.
- Tarde de café no centro – se estiver cansado, sente-se na esplanada da Praça de São Tiago com um café e veja o tempo passar. É uma boa decisão.
Jantar e regresso
Última noite. Para jantar, uma das casas que evoluiu a tradição minhota, há já alguns chefs em Guimarães que trabalham com produto local sem cair no bacalhau-à-Brás do roteiro. Reservar com antecedência.
Onde dormir
Para 48 horas em Guimarães, há duas decisões: campo ou centro. Se for a primeira vez na cidade, os nossos apartamentos na Rua da Liberdade ficam no centro histórico, sai-se da porta e está no Toural. Se procura dormir bem, com silêncio e jacuzzi ao fim do dia, as nossas villas em Rendufe ficam a 10 minutos do centro, com vista para a serra. Ambas têm cozinha equipada, o que dá liberdade para tomar pequeno-almoço quando lhe apetecer e não às 8h30 em ponto.

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