48 horas em Guimarães: o roteiro que recomendamos aos nossos hóspedes

Guimarães é uma cidade pequena. Dois dias chegam, mesmo que cheguem com vontade de ver tudo. Se a viagem for a primeira, o roteiro abaixo é o que normalmente sugerimos a quem fica connosco. Não é a versão postal-perfeito do guia turístico; é o que funciona quando se está mesmo a passear pela cidade.

Dia 1 – O centro histórico, a pé

Manhã: Toural – Largo da Oliveira

Comece pelo Largo do Toural. É a praça grande do centro, com cafés à volta, e é a partir daqui que praticamente todas as ruas medievais arrancam. Suba pela Rua de Santa Maria, a rua mais fotografada de Guimarães, com casas dos séculos XV e XVI, até ao Largo da Oliveira. No largo está o Padrão do Salado, monumento gótico do século XIV, e a Igreja de Nossa Senhora da Oliveira. Reserve 30 minutos para o Museu Alberto Sampaio, mesmo ao lado: tem o tríptico em prata trazido da Batalha de Aljubarrota, e o tempo passa depressa.

Almoço: tasca real, não restaurante para turistas

Para almoço, evite os restaurantes com fotografias dos pratos à porta. Suba à Rua de Donães ou ao Largo do Carmo. Um almoço bem comido em Guimarães custa 12 a 18€ por pessoa, com vinho da casa incluído.

Tarde: Paço dos Duques e Castelo

Depois de almoço, suba ao Paço dos Duques de Bragança. O bilhete combinado com o Castelo custa cerca de 8€ e vale a pena. O Paço foi mandado construir no início do século XV pelo primeiro Duque de Bragança e estará na sua memória mais pelos tapetes da Pastrana e pelos tectos em forma de quilha invertida do que pelos textos das paredes.

O Castelo fica logo a seguir, no monte. É pequeno mas tem a torre de menagem e a vista para a cidade. Foi aqui, segundo a tradição, que nasceu D. Afonso Henriques, daí a inscrição “Aqui Nasceu Portugal” na Rua de Santa Maria que verá no caminho de volta.

Fim de tarde: aperitivo e jantar

Hora de descer outra vez ao centro. Aperitivo na esplanada de uma das praças com vista, o Largo da Oliveira ou a Praça de São Tiago – copo de vinho verde nas mãos. Jantar no centro histórico, idealmente reservado de véspera (Guimarães enche-se aos fins de semana).

Dia 2 – Subir à Penha e respirar

Manhã: subir à montanha

A Penha é a montanha que se vê de toda a cidade. Há três formas de lá chegar, teleférico, carro, ou a pé. Para um primeiro contacto, recomendamos o teleférico: parte do Parque das Hortas, a cerca de 600 metros do Toural, faz a subida em 10 minutos e oferece vistas panorâmicas pela frente. Bilhete de ida e volta custa cerca de 6€.

No topo, a 617 metros de altitude, encontra o Santuário da Penha (anos 30, em granito, estilo *Art Déco*), miradouros, trilhos curtos, áreas de piquenique e o Café-Restaurante da Penha para almoço informal com vista. Reserve a manhã inteira.

Almoço: na montanha ou de volta ao centro

Se gosta de ar livre, almoço de tasca na Penha funciona, refeições simples, vinho da casa, vista sobre o vale do Ave. Se preferir conforto e variedade, desça de teleférico e almoce no centro num restaurante mais sossegado, agora que os turistas de um dia já foram embora.

Tarde: o que sobrar

Com dois dias, alguma coisa fica de fora. Três sugestões consoante o tempo restante:

  • Citânia de Briteiros – povoado castrejo a 15 minutos de carro. Para quem gosta de história pré-romana, é um dos sítios arqueológicos mais importantes do Norte de Portugal.
  • Visita a uma quinta de vinho verde – várias quintas no concelho recebem visitas com prova, mediante marcação. Casa de Sezim, Quinta dos Encados e Quinta de São Gião são três opções.
  • Tarde de café no centro – se estiver cansado, sente-se na esplanada da Praça de São Tiago com um café e veja o tempo passar. É uma boa decisão.

Jantar e regresso

Última noite. Para jantar, uma das casas que evoluiu a tradição minhota, há já alguns chefs em Guimarães que trabalham com produto local sem cair no bacalhau-à-Brás do roteiro. Reservar com antecedência.

Onde dormir

Para 48 horas em Guimarães, há duas decisões: campo ou centro. Se for a primeira vez na cidade, os nossos apartamentos na Rua da Liberdade ficam no centro histórico, sai-se da porta e está no Toural. Se procura dormir bem, com silêncio e jacuzzi ao fim do dia, as nossas villas em Rendufe ficam a 10 minutos do centro, com vista para a serra. Ambas têm cozinha equipada, o que dá liberdade para tomar pequeno-almoço quando lhe apetecer e não às 8h30 em ponto.