Subir à Penha: as três formas de chegar lá em cima

A Penha é a montanha que se vê de todo o lado em Guimarães. Tem 617 metros de altitude, um santuário no topo construído nos anos 30, e uma vista que vai do vale do Ave até ao mar nos dias claros. Há três formas de lá chegar, e a escolha depende de duas coisas: quanto tempo tem disponível e quanto está disposto a andar.

Opção 1 — Teleférico (a mais popular)

Tempo: 10 minutos por viagem.

Preço: [confirmar tarifa actual]; ida e volta a rondar 6€.

Como funciona: parte da Estação das Hortas, na Rua Aristides Sousa Mendes, nº 37 – a cerca de 5 minutos a pé do centro histórico. A subida vence 400 metros de altitude em pouco mais de 1.700 metros de cabo.

Para quem é: primeira visita à cidade, famílias com crianças pequenas, casais que querem a vista sem o esforço, dias em que o tempo é curto. O teleférico funciona desde 1995, é o único a norte do Douro, e abre todos os dias do ano com horários sazonais.

A recomendação: subir à hora a que o sol está alto (não logo de manhã, porque a luz vem ainda do lado errado para fotografias), e descer ao fim do dia para apanhar a luz dourada sobre Guimarães.

Opção 2 — A pé, pelo trilho

Tempo: 1h30 a 2h por sentido, dependendo do ritmo.

Distância: cerca de 7 km a partir do centro de Guimarães.

Dificuldade: moderada. Não é técnico, mas é constante a subir, com cerca de 444 metros de desnível positivo. Calçado de caminhada é boa ideia; sandálias de cidade não.

Como funciona: o trilho parte do centro de Guimarães e segue pela mata da Penha. Está sinalizado como PR3 GMR — Rota da Penha. Há marcadores amarelos e vermelhos ao longo do percurso.

Para quem é: quem gosta de caminhar, quem tem o dia inteiro, quem quer mesmo conhecer a montanha — não só o miradouro. O caminho passa por penedos, grutas pequenas, árvores antigas, e há vários pontos onde se pode parar para piquenique.

A recomendação: subir a pé na manhã (mais fresco, melhor luz) e descer de teleférico ao fim do dia. Compra-se apenas o bilhete de descida.

Opção 3 — De carro

Tempo: 15 minutos do centro de Guimarães.

Preço: combustível, e parque gratuito junto ao santuário.

Como funciona: seguir pela N101 em direcção à Penha. A estrada é sinuosa mas em bom estado. O parque de estacionamento fica a poucos metros do santuário.

Para quem é: quem traz carro de Guimarães, quem está em fim de tarde curto, e quem quer combinar a Penha com outros sítios fora do centro no mesmo dia.

O que há lá em cima

Independentemente de como sobe, o que encontra no topo é:

  • Santuário de Nossa Senhora da Penha. Igreja em granito, projecto do arquitecto Marques da Silva, inaugurada em 1949. Estilo *Art Déco* aplicado ao sagrado, raro em Portugal.
  • Miradouro principal. Vista sobre Guimarães, o vale do Ave, e em dias claros a foz do Cávado.
  • Trilhos curtos. Vários percursos de 30 minutos a 1h dentro da própria mata.
  • Áreas de piquenique. Mesas de pedra, fontes, sombra.
  • Restaurante e cafés. Para almoço informal.
  • Adega do Ermitão. Inaugurada em 1944, tradicional, ponto de encontro local.

Quando ir

A Penha funciona o ano inteiro. Em Agosto enche-se de gente que vai fugir do calor da cidade – temperatura é geralmente 5 a 7 graus mais baixa do que em baixo. Em Janeiro e Fevereiro, em dias claros, a vista é a melhor do ano (ar mais transparente, menos calima). Em dias de chuva ou nevoeiro, a vista desaparece – confirmar tempo antes de subir.

Para quem fica connosco

Se está nas nossas Villas em Rendufe, a Penha fica a 20 minutos de carro. A subida pela floresta a partir do norte é uma alternativa ao trilho urbano e vê-se menos gente. Se está nos Apartamentos da Rua da Liberdade, o teleférico fica a 7 minutos a pé.

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